Candidato ao Senado por Sergipe Coronel Rocha (PL) concede entrevista à FM Sergipe. FM Sergipe O candidato ao Senado por Sergipe Coronel Rocha (PL) participou de uma entrevista na FM Sergipe na noite desta quinta-feira (10). A ordem das entrevistas foi definida por sorteio.
Foram convidados para conversar, ao vivo, todos os candidatos dos partidos com representação no Congresso Nacional. ✅ Página reúne todas as informações sobre as Eleições ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 SE no WhatsApp Durante a entrevista concedida à jornalista Iara Lins, o candidato expôs a situação no PL no estado em relação ao fundo partidário e disse que não vota em Rodrigo Valadares, e que é a favor do impeachment do ministro Alexandre de Moraes e outros temas.
O candidato falou sobre as críticas que fez sobre a distribuição do Fundo Eleitoral entre os candidatos do PL em Sergipe. "O que eu achei estranho é que candidatos do PL que apoiam o governador de Lula em Sergipe tenham recebido um volume bastante considerável de Fundo Eleitoral [...] Existe uma incoerência muito grande dentro do PL e também na distribuição do Fundo Eleitoral, que é um financiamento público de campanha", disse.
Agora no g1 Ele citou ainda que havia aberto mão do fundo eleitoral, mas que mesmo assim recebeu R$ 250 mil do partido. “Tá depositado, vai ser gasto na campanha junto com os nossos deputados estaduais, federais, nosso governador e nosso presidente da República Flávio Bolsonaro”, explicou. Coronel Rocha reforçou ainda que discorda que candidatos que não apoiam integralmente o partido recebam recursos, já que o PL em Sergipe nem tem nomes para representar o partido.
E que não apoia a candidatura de Rodrigo Valadares. "Não voto Rodrigo Valadares, ele foi para as redes sociais e defendeu o segundo voto do PL nulo. Então se ele me excluiu da eleição dele, eu também tô excluindo." O candidato também falou que recebeu com tranquilidade a declaração de Carlos Bolsonaro, que afirmou que Sergipe possuía apenas um candidato ao Senado, que seria Rodrigo Valadares.
"Eu não aceitei o convite e não foi Carlos Bolsonaro que fez o convite a mim. Lamento muito que ele tome uma decisão dessa e sequer escute as pessoas aqui", afirmou, completando que apesar da decisão unilateral, está determinado em conseguir votos para o partido. Questionado sobre uma declaração feita em 2022, quando Coronel Rocha declarou que o governo de Bolsonaro não havia registrado nenhum ato de corrupção, ele afirmou que os processos que citam a família Bolsonaro são suspeitas sem comprovação.
"É só narrativa da esquerda, não tem comprovação. Não tem uma condenação de Bolsonaro até hoje, inclusive de corrupção no governo dele." Sobre as polêmicas recentes envolvendo nomes de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), o candidato afirmou que uma de suas bandeiras é o impeachment e a prisão do ministro Alexandre de Moraes. "Ele tem que ser preso.
Não cabe mais nem só o processo de impeachment", disse. Ele citou ainda que o número de mortes de homens em relação ao de mulheres, mostrados no Fórum Nacional de Segurança Pública, não tem a mesma contabilização e afirmou que é a favor do endurecimento para crimes graves. "Eu defendo o endurecimento da pena contra homicidas, contra latrocidas, contra pedófilos, estupradores, inclusive feminicidas também [...] E eu também defendo a redução da maioridade penal", disse.
Sobre o uso de câmeras corporais por policiais, o candidato disse que o assunto deve ser debatido para que não seja atribuída ao policial uma imagem negativa pelo uso do equipamento. Questionado sobre a defesa dos anistiados para os envolvidos nos atos golpistas do 8 de Janeiro, ele afirmou que não houve articulação para impedir a posse do presidente eleito Lula. Já sobre as pessoas que depredaram o patrimônio, ele comentou: "Eu não defendo que elas sejam anistiadas da depredação do patrimônio público.
O que não pode é generalizar." Um outro assunto citado durante a entrevista foi o posicionamento dele sobre vacinação. "Sou a favor da vacinação, sempre tomei, minhas filhas foram todas vacinadas. Exceto essa da Covid", afirmou.
Em suas considerações finais, ele pediu voto e disse que, caso seja eleito, vai lutar pela população em Brasília. A íntegra da entrevista com Coronel Rocha e demais candidatos está disponível no canal da FM Sergipe na internet. Agenda de entrevistas A agenda das entrevistas foi iniciada na última terça-feira com os candidatos Edvaldo Nogueira (PDT), Iran Barbosa (PSOL) e Delegado Alessandro (MDB).
Já os candidatos Delegado André David (Republicanos) e André Moura (União Brasil) cancelaram as entrevistas ao vivo que seriam concedidas nesta quarta. Nesta quinta-feira, além do Coronel Rocha, Rodrigo Valadares (PL) também concedeu entrevista ao vivo. Já a candidata Renatinha (DC), que concorre por partido sem representação no Congresso, teve uma entrevista gravada exibida nesta quinta.
Nesta sexta-feira (11), a agenda de entrevistas conta com os candidatos Eduardo Amorim (Republicanos) e Rogério Carvalho (PT).