Alberto Pereira de Araújo e Luciani Aparecida Estivalet Freitas foram mortos pelas mesmas pessoas em Florianó Redes sociais/ Reprodução Duas pessoas foram indiciadas nesta quinta-feira (10) por matarem e esquartejarem Alberto Pereira de Araújo, de 29 anos, cujos restos mortais foram encontrados em uma mala na Praia do Santinho, em Florianópolis, no final de 2025.

A Polícia Civil confirmou que os indiciados também estiveram envolvidos no assassinato da corretora gaúcha Luciani Aparecida Estivalet Freitas, de 47 anos, ocorrido em março na Capital catarinense. Os suspeitos desse crime já são réus na Justiça. ✅Clique e siga o canal do g1 SC no WhatsApp Durante o inquérito, a Polícia Civil descobriu que a vítima e os principais investigados mantinham um esquema de rufianismo — crime caracterizado pelo aproveitamento financeiro da prostituição de outra pessoa.

Em determinado momento, no entanto, Alberto e um dos envolvidos se desentenderam. Com isso, surgiu o receio de que Alberto contasse às autoridades sobre outras atividades criminosas de um dos integrantes do grupo, incluindo um homicídio em São Paulo (leia mais abaixo). A Polícia Civil não divulgou o nome dos suspeitos.

Agora no g1 Alberto conhecia os suspeitos O corpo de Alberto foi encontrado em estado de decomposição avançado em 28 de dezembro de 2025, por moradores. Ele estava fragmentado em uma mala e sacolas no costão da Praia do Santinho, no Norte da Ilha de Santa Catarina.

Como ninguém procurou pela vítima, a identificação ficou ainda mais difícil e só ocorreu em março de 2026, após compartilhamento de informações da Delegacia de Roubos e Antissequestro da Diretoria Estadual de Investigações Criminais, que investigou o crime contra Luciani. Durante o inquérito, a Polícia Civil descobriu que Alberto e os principais investigados tinham um esquema de rufianismo. Para a prática desse crime, os investigados usavam um imóvel no bairro Ingleses, bairro ao lado do Santinho.

O crime está previsto no Código Penal, no artigo 230. Polícia aponta que Alberto e investigado se desentenderam As investigações da Polícia Civil apontaram que Alberto e um dos envolvidos se desentenderam. Com isso, surgiu o receio de que Alberto contasse a autoridades sobre outras atividades criminosos de um dos integrantes do grupo, incluindo informações sobre um possível homicídio no estado de São Paulo.

Dessa forma, a vítima foi atraída para um encontro com um dos investigados no imóvel em Ingleses. Nesse local, Alberto foi assassinado. Depois, os autores desmembraram o corpo e os colocaram na mala e sacolas abandonadas no costão da Praia do Santinho.

Suspeitos foram indiciados por três crimes As investigações apontaram duas pessoas indiciadas pelo assassinato de Alberto. Os crimes atribuídos foram: homicídio qualificado por motivo torpe e emprego de recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima; ocultação de cadáver; rufianismo. A Polícia Civil informou que essas duas pessoas já estavam presas pela participação no assassinato da corretora Luciani Aparecida Estivalet Freitas, vítima de latrocínio.

O corpo dela foi mutilado e levado para outra cidade, Major Gercino, a cerca de 100 quilômetro de Florianópolis. Ele só foi encontrado oito dias depois. Denúncia detalha como agiram acusados de assassinato de corretora gaúcha Polícia investiga se há relação entre morte de gaúcha e corpo encontrado em mala Uma terceira pessoa teve a prisão temporária decretada, mas apenas por rufianismo.

A Polícia Civil explicou que não havia provas seguras de que ela tenha participado no assassinato.